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Locação e Imobiliário 08 Ago, 2026 16 min de leitura

Inquilino inadimplente: o que fazer, quando cabe despejo e como cobrar aluguéis atrasados

Inquilino inadimplente: o que fazer, quando cabe despejo e como cobrar aluguéis atrasados

Inquilino inadimplente: o que fazer? Resposta Direta

Inquilino inadimplente: o que fazer? Diante do aluguel atrasado, o locador deve evitar condutas arbitrárias (como trocar fechaduras ou desligar serviços) e adotar os trâmites conforme os requisitos legais: iniciar a cobrança extrajudicial com notificação formal e, caso persista a inadimplência do locatário inadimplente, ajuizar a ação de despejo por falta de pagamento com pedido de liminar para retomada do imóvel, cumulada com a cobrança de aluguel e encargos, buscando a assistência de um advogado imobiliário no Rio de Janeiro para resguardar seus direitos com precisão.

A inadimplência do locatário é um dos maiores transtornos para o locador e administradores de bens no Rio de Janeiro. Além da falta do pagamento do aluguel atrasado, o descumprimento costuma vir acompanhado de débitos de cotas condominiais e imposto predial (IPTU), gerando prejuízos financeiros significativos. Diante dessa situação com o locatário inadimplente, surge a dúvida central: Inquilino inadimplente: o que fazer, quando cabe despejo e como realizar a cobrança de aluguel e encargos com a orientação de um advogado imobiliário no Rio de Janeiro?

A relação jurídica é regida pela Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/1991), que prevê mecanismos específicos para resguardar o proprietário. Contudo, atitudes impulsivas — como alterar a fechadura do imóvel ou suspender o fornecimento de água e energia elétrica — são vedadas e podem configurar o delito de exercício arbitrário das próprias razões (Art. 345 do Código Penal), conforme os requisitos legais e a jurisprudência. Por isso, a assessoria de um advogado imobiliário no Rio de Janeiro é fundamental para conduzir a cobrança de aluguel e o despejo por falta de pagamento de forma segura.

Passo a passo inicial: cobrança extrajudicial e notificação formal

O atraso no pagamento do aluguel atrasado caracteriza a mora do locatário inadimplente. Antes de ingressar com a medida judicial, é recomendável adotar etapas graduais de cobrança, conforme os requisitos legais e contratuais:

  • Contato Amigável Imediato: O locador pode enviar notificação por escrito informando o débito atualizado com multa contratual, juros e correção.
  • Notificação Extrajudicial Formal: Persistindo o aluguel atrasado por 10 a 15 dias, recomenda-se a expedição de Notificação Extrajudicial concedendo prazo para quitação antes do ajuizamento da ação promovida pelo advogado imobiliário no Rio de Janeiro.
  • Comunicação aos Garantidores: Se houver fiador no contrato, este deve ser cientificado sobre o saldo devedor do locatário inadimplente, possibilitando a quitação extrajudicial da cobrança de aluguel.

Quando cabe a Ação de Despejo por falta de pagamento?

De acordo com o Artigo 9º, inciso III, da Lei nº 8.245/1991, a ação de despejo por falta de pagamento pode ser ajuizada a partir do inadimplemento do aluguel ou dos acessórios da locação, observadas as hipóteses e condições previstas na legislação. Não há exigência legal estrita de aguardar vários meses de atraso para que o locador exercite esse direito.

Despejo com liminar para desocupação em 15 dias: como funciona?

Uma das possibilidades previstas na Lei do Inquilinato (Art. 59, § 1º, IX) é o pedido de medida liminar de desocupação no prazo de 15 dias na ação de despejo por falta de pagamento, a qual pode ser deferida pelo magistrado desde que preenchidos integralmente os requisitos legais:

  1. Contrato sem garantia ativa: A locação deve estar desprovida das garantias do Art. 37 da Lei nº 8.245/91 (sem fiador, sem caução, sem seguro fiança) ou com garantia exonerada/extinta;
  2. Prestação de caução em juízo: O locador deve prestar caução equivalente a 3 (três) meses de aluguel em conta vinculada ao processo, conforme os requisitos legais estipulados.

Quadro de Dicas: Gestão Eficiente da Cobrança de Aluguel e Despejo

  • Cláusula de Notificação Eletrônica: Permite citações e intimações célereis, otimizando a atuação do advogado imobiliário no Rio de Janeiro.
  • Purgação da Mora pelo Locatário Inadimplente: O morador pode elidir a rescisão se quitar a totalidade dos débitos no prazo legal de 15 dias após a citação, observadas as condições estipuladas na Lei nº 8.245/91.
  • Execução Cumulativa de Aluguéis Atrasados: É possível cumular o pedido de retomada do imóvel com a cobrança de aluguel e encargos em atraso em face do locatário e dos garantidores.

Como cobrar os aluguéis atrasados e encargos (IPTU e Condomínio)

Além da retomada da posse do imóvel, o locador busca o ressarcimento do crédito decorrente do aluguel atrasado e encargos locatícios. O contrato escrito assinado pelas partes constitui título executivo extrajudicial (Art. 784, VIII, do CPC), permitindo ao advogado imobiliário no Rio de Janeiro propor a ação de cobrança de aluguel cumulada com despejo ou a execução direta dos valores devidos pelo locatário inadimplente.

  • Ação de Despejo Cumulada com Cobrança: Na mesma demanda, postula-se a desocupação do imóvel e a condenação do locatário inadimplente e fiadores ao pagamento dos débitos locatícios, conforme os requisitos legais.
  • Ação de Execução de Título Extrajudicial: Caso o imóvel já tenha sido desocupado voluntariamente com aluguel atrasado pendente, o locador pode promover a execução direta para penhora de ativos e bens dos devedores, observadas as normas processuais.

Estudo de Caso Prático: Recuperação de Imóvel e Cobrança de Aluguel em Copacabana

Em situação hipotética de locação residencial em Copacabana sem garantia e com aluguel atrasado acumulado por 4 meses, o locador buscou a orientação de um advogado imobiliário no Rio de Janeiro. Mediante ajuizamento de ação de despejo por falta de pagamento com pedido liminar e prestação de caução, obteve-se a desocupação do imóvel e o prosseguimento dos atos de execução para satisfação da cobrança de aluguel e das cotas de condomínio devidas pelo locatário inadimplente.

Erros Comuns na Gestão do Inquilino Inadimplente

  • Exercício Arbitrário das Próprias Razões: Alterar fechaduras ou cortar serviços essenciais do locatário inadimplente pode ensejar responsabilidade civil e penal do locador.
  • Inexistência de Contrato Escrito ou Testemunhas: Dificulta a concessão de medidas célereis e a imediata cobrança de aluguel pela via executiva.
  • Tolerância Excessiva sem Acompanhamento Jurídico: Deixar o aluguel atrasado se acumular por longos períodos eleva o prejuízo do locador sem garantia de recuperação.

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Em síntese, o tratamento adequado da inadimplência requer observância rigorosa às disposições da Lei do Inquilinato. A atuação especializada de um advogado imobiliário no Rio de Janeiro assegura a condução célere da ação de despejo por falta de pagamento e a efetiva cobrança de aluguel, resguardando o patrimônio do locador conforme os requisitos legais.

Como o Soares Martins Advogados Atua na Cobrança de Aluguel e Despejo?

Com sede em Ipanema, o escritório Soares Martins Advogados oferece suporte especializado para o locador que enfrenta problemas com locatário inadimplente e aluguel atrasado no Rio de Janeiro:

  • Envio de notificações extrajudiciais bem fundamentadas para regularização do débito;
  • Ajuizamento de ação de despejo por falta de pagamento com pedido liminar urgente;
  • Estratégias para cobrança de aluguel e encargos com busca e penhora de patrimônio dos devedores e fiadores;
  • Assessoria prestada por advogado imobiliário no Rio de Janeiro para acompanhamento das fases processuais e retomada segura da posse.

Agende uma consulta com nossos advogados imobiliários ou entre em contato direto pelo WhatsApp: (21) 97954-9241.

Perguntas Frequentes sobre Inquilino Inadimplente e Despejo (FAQ)

1. Com quantos meses de aluguel atrasado o locador pode ajuizar ação de despejo?

A ação de despejo por falta de pagamento pode caber a partir do primeiro dia de atraso do aluguel atrasado ou encargos, conforme os requisitos legais estabelecidos na Lei nº 8.245/1991, sem necessidade de aguardar prazo mínimo de meses.

2. O locador pode desligar luz ou água do locatário inadimplente?

Não. O desligamento de serviços essenciais pelo locador é considerado conduta abusiva e ilícita, podendo caracterizar crime de exercício arbitrário das próprias razões e ensejar reparação por danos morais, conforme as disposições legais vigentes.

3. O que é a purgação da mora na ação de despejo por falta de pagamento?

Trata-se do direito que o locatário inadimplente possui de quitar a integralidade do débito (aluguéis, encargos, multas, juros, custas e honorários) no prazo de 15 dias após a citação, evitando a rescisão do contrato, conforme os requisitos legais dispostos no Art. 62 da Lei do Inquilinato.

4. Dá para parcelar a dívida e evitar o despejo?

Em regra, a purgação da mora para evitar a rescisão exige a quitação integral do valor no prazo legal de 15 dias. No entanto, o locador e o locatário inadimplente podem transacionar livremente um acordo de parcelamento da dívida, que pode ser homologado em juízo com o auxílio de um advogado imobiliário no Rio de Janeiro, suspendendo a ação de despejo enquanto o acordo for cumprido.

5. Posso vender o imóvel durante a ação de despejo por falta de pagamento?

Sim. A existência de ação de despejo em trâmite não impede a alienação do imóvel pelo locador. O novo proprietário (adquirente) poderá se sub-rogar nos direitos do contrato ou denunciar a locação, observadas as formalidades legais e o direito de preferência do inquilino conforme a Lei nº 8.245/1991.

6. Quem paga os honorários na ação de despejo?

Conforme os requisitos legais e contratuais, no caso de procedência da ação de despejo por falta de pagamento ou na purgação da mora, os honorários advocatícios sucumbenciais fixados pelo juiz ou previstos no contrato (geralmente entre 10% e 20% do valor do débito) cabem ao locatário inadimplente.

7. Posso cobrar o aluguel atrasado diretamente do fiador?

Sim, desde que o fiador figure no contrato como devedor solidário e principal pagador, hipótese em que o advogado imobiliário no Rio de Janeiro pode direcionar a cobrança de aluguel e a execução diretamente ao garantidor, conforme os preceitos contratuais e legais.

8. Quanto tempo demora em média um processo de despejo no Rio de Janeiro?

Caso seja concedida a liminar para desocupação em 15 dias, a retomada da posse pode ocorrer em prazos mais reduzidos. Sem liminar, o trâmite ordinário varia de acordo com a vara cível competente e o cumprimento das citações, observados os prazos do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro.

9. Quem paga as despesas de condomínio e IPTU durante o aluguel atrasado?

A obrigação contratual primária é do locatário inadimplente. Todavia, como as cotas de condomínio e IPTU possuem natureza propter rem, o locador pode optar por adimplir os débitos para afastar cobranças da prefeitura ou condomínio e ressarcir-se via cobrança de aluguel e encargos judicialmente.

10. O seguro fiança cobre todo o período até o despejo do locatário inadimplente?

A cobertura dependerá dos termos específicos da apólice contratada junto à seguradora. Em geral, apólices abrangentes cobrem o aluguel atrasado, despesas de condomínio, IPTU e honorários até a efetiva imissão do locador na posse do imóvel, conforme as condições pactuadas.